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Nas Escolas Waldorf, as festas do ano seguem o calendário cristão. Delas são extraídos os verdadeiros conteúdos e transformados para as crianças em imagens retiradas da natureza, através das quais ela aprende sobre o ciclo anual de uma forma direta.

Desde os tempos antigos, os povos festejam o movimento cíclico de fenômenos da Natureza: os solstícios de verão e inverno e os eqüinócios da primavera e do outono. Em cada um deles, as forças divinas atuavam e se manifestavam diretamente na natureza, influenciando no clima, na vegetação (colheitas), nas marés, no curso dos astros, entre outros.

O ritmo anual é vivenciado por essas quatro grandes épocas. Utilizando as estações como “pano de fundo”, o educador desenvolve seu planejamento anual permeando as atividades com o conteúdo anímico respectivo de cada festa. Cada uma delas possui um conteúdo arquetípico que nos alimenta animicamente. A criança absorve esses conteúdos de forma mais “natural” pois tem mais facilidade de lidar com as imagens simbólicas, uma vez que ainda não tem capacidade interpretativa e não tem tendência a intelectualizar essas vivências.

Evidentemente, em cada época, em cada celebração, há que se dosar qualidade e quantidade dos conteúdos que queremos transmitir às crianças pequenas. Diríamos que tudo isso já está impregnado na alma humana e precisa, apenas, aos poucos, ser "acordado". Esse despertar é um processo natural da criança resultando num desenvolvimento individual de cada uma, na medida em que, repetidamente, vamos povoando de imagens seus corações. A celebração das festas anuais são ótimos recursos de que nos valemos para possibilitar aos pequenos essas vivências que lhes alimentam a alma proporcionando sentimentos de alegria, amor, coragem, confiança e segurança diante do mundo.

Portanto, devemos organizar os festejos de tal forma que as qualidades da bondade, beleza e verdade estejam sempre presentes. Assim, serão sempre motivo de alegria, entusiasmo e gratidão. Queremos convidar a todos para organizarmos juntos as festas e celebrações para que elas aconteçam de forma bela e intensa. Queremos envolver nossa comunidade para que todos participem com entusiasmo, desde seu planejamento e preparo, até a retrospectiva. 


Nos dias de hoje, num mundo extremamente consumista, onde as pessoas vivem constantemente sem tempo, a Páscoa, assim como as outras festas anuais, não é encarada sob um ponto de vista espiritual. Na maioria das vezes, não vivenciamos a possibilidade de deixar morrer em nós o que não queremos mais, o que já não nos serve, e também não permitimos que o novo em nós possa florescer.

Por tudo isso, durante a preparação das crianças para essa época, os educadores (pais e professores) devem ter claro dentro de si a possibilidade da vida, morte e ressurreição em hábitos, atitudes e modos de pensar. Se tivermos consciência da necessidade de cada um realizar este exercício interior, poderemos preparar coerentemente nossas crianças para a época da Páscoa e apresentar a elas símbolos repletos de significados. Só assim estaremos resgatando o real sentido da Páscoa.


Junho é o mês do frio, do recolhimento e da instrospecção. Em contrapartida, é também o momento que nos traz a lembrança de São João e da Festa Junina, uma genuína manifestação folclórica brasileira.

Os preparativos incluem barracas de quitutes, jogos, prendas, quadrilhas, versos. Lanternas são lindamente confeccionadas pelos pais e pelas crianças e, na noite da festa, todos saem com elas para um passeio noturno, observando as estrelas e encerrando com uma bela fogueira.

Nas Escolas Waldorf, as festas juninas são permeadas de poesia e sentido. As vivências que esta festa possibilita aos adultos e às crianças são muito ricas em imagens e conteúdo. Andar no escuro com a sua lanterninha, cuidar da sua chama para que ela não se apague, cantar e dançar em volta da fogueira, iluminar a escuridão da noite, são momentos que trazem encantamento e respeito pela qualidade do elemento fogo, transformando-se em forças de coragem para o futuro.


Em 29 de setembro comemora-se o dia do Arcanjo Micael, considerado o guardião da era atual. É ele que nos ensina a lutar, com coragem, contra as tentações do mal. Quem acompanha de perto as festas anuais nas escolas Waldorf, verá que a data é amplamente comemorada, assim como o Natal, a Páscoa e São João. Os professores preparam os espíritos de seus alunos, contando histórias sobre heróis que corajosamente conseguem enfrentar e vencer terríveis dragões; desafios e jogos de coragem são propostos às crianças maiores, com a intenção de despertar nelas uma vivência de sua força interior e assim superar obstáculos e dificuldades; hinos em homenagem ao Arcanjo Micael e a heróis valentes são entoados com alegria nas salas de aula, desde o jardim até as classes mais velhas. O período em torno da data é muito marcante para as crianças, que se identificam com os heróis valentes e, de certa forma, anseiam por lutar contra o mal.

Porque o Arcanjo Micael é tão importante para todas as iniciativas antroposóficas? Micael tornou-se o grande representante da força e principalmente da consciência que devemos buscar na nossa luta diária contra todos os “dragões” que nos rodeiam. Existem aqueles que são visíveis, que podemos notar sem dificuldades, como a miséria, a fome, a corrupção, os vários tipos de abusos, e muitos outros mais. Porém, há aqueles dragões que são sutis: estão presentes na nossa inconsciência diante do consumismo exacerbado; ou nos levam a uma exagerada preocupação com nossa aparência externa, fazendo com que esqueçamos de cuidar do nosso interior, de nossa essência eterna.

Também há o dragão da indiferença, que nos torna passivos diante de atitudes inadequadas, que nos leva a aceitar programas de televisão, músicas, propagandas que promovem ódio, a intolerância, o preconceito, a desarmonia. Outro terrível dragão é aquele que nos convence a aceitarmos a paulatina substituição das relações humanas pela máquina, pelo “mundo virtual”, tudo em nome do progresso, do desenvolvimento de uma melhor qualidade de vida.

São Micael representa a força e a coragem que devemos ter em nossa luta diária, para estarmos sempre alertas ao que é bom e ao que é mau, tendo lucidez e discernimento em nossas escolhas. Se quisermos que nossas crianças tenham coragem para um dia enfrentar todos os “dragões” que a vida nos apresenta, precisamos ser dignos de exemplo de coragem, de consciência. Inspiremo-nos em Micael.Mais próximo ao final do mês de outubro, a escola homenageia a natureza e a entrada de uma nova estação: a Primavera. Um momento especial, que deve ser vivenciado pelas crianças em toda a sua beleza. O mundo fica enfeitado de cores diferentes... inspirados nesta imagem, as mães e as meninas vestem saias ou vestidos soltos, coloridos e floreados. Os papais e seus meninos usam roupas claras, que refletem o sol. Neste alegre cenário, confeccionam-se lindas coroas de flores, trazendo assim a lembrança de que é preciso levar nova vida aos pensamentos.


Em todas as pessoas, a Festa de Natal suscita o amor, a solidariedade, a bondade, a vida. É também o momento de fechamento de um ano de trabalho, convivências, alegrias, desafios e conquistas. O clima deste dia é muito especial, e deve ser construído por todos os pais e professores, especialmente para as crianças.

O que é o Advento de Natal? Advento é uma palavra latina que significa aproximar-se, vir chegando aos poucos.  Advento é uma comemoração cristã que tem seu início no quarto Domingo antes do Natal. Na verdade, o Advento é o tempo de espera para o que há de vir: a preparação para a chegada do Natal. Com as crianças, devemos ser sutis, fazendo com que elas captem o verdadeiro espírito natalino, gradativamente. Preparamos o espaço onde a criança vive para que a esperança do novo que há de vir, habite no coração de todos.

Atualmente, as comemorações natalinas estão se tornando cada vez mais exteriorizadas, perdendo sua conotação religiosa. Aqui no hemisfério Sul, isso é mais característico, pois nessa época começa o verão. Isso propicia um estado de espírito menos interiorizado. A festividade representa, claro, uma comemoração feliz: um nascimento. É bom que nos alegremos com comidas especiais, doações e recepções de presentes, cerimônias, musicas e cantos, já que o Salvador da humanidade chega para todos nós!

A verdadeira comemoração do Natal deve acontecer dentro de nós, como que se, a cada Natal, ano a ano, estivéssemos preparando para o nascimento de um ser que vive em nós, cujas qualidades crísticas conquistaremos através de uma coragem e de um esforço individual.


Os tradicionais Bazares das Escolas Waldorf são organizados pelos próprios pais da Escola e são abertos à comunidade. Neste espaço, são apresentadas sempre muitas novidades, como brinquedos em madeira, bonecas de pano, livros, papel reciclado, bijuterias, cerâmicas, bolos e biscoitos artesanais e muito mais. Os pais habilidosos são convidados a participar e expor seus talentos.

Bazar de Inverno
Realizado no mês de agosto

Bazar de Natal
Realizado no fim do mês de novembro